A vitamina D desempenha papel importante em diversas funções do organismo, incluindo processos relacionados à saúde óssea, muscular e imunológica¹.
Embora seja popularmente conhecida como a “vitamina do sol”, sua obtenção pode ser influenciada por diferentes fatores relacionados ao estilo de vida e à rotina diária¹,².
Atualmente, grande parte da população passa mais tempo em ambientes fechados, seja no trabalho, nos estudos ou em atividades de lazer. Como consequência, a exposição solar tende a ser menor do que em décadas anteriores, o que pode impactar a produção natural de vitamina D pelo organismo².
Por isso, compreender como a vitamina D é obtida e quais hábitos podem contribuir para sua manutenção torna-se importante para promover saúde e qualidade de vida¹.
Por que a vitamina D é importante para o organismo?
A vitamina D contribui na regulação do metabolismo do cálcio e do fósforo, nutrientes fundamentais para a manutenção dos ossos e dos dentes¹.
Além disso, pesquisas também demonstram que contribui para mecanismos relacionados à função muscular e ao funcionamento do sistema imunológico¹.
Segundo especialistas, níveis inadequados de vitamina D podem estar associados a alterações na saúde óssea, especialmente em grupos considerados mais vulneráveis².
Menos exposição ao sol faz parte da rotina moderna
A principal fonte de vitamina D para o organismo é a produção realizada pela pele após a exposição à radiação ultravioleta B (UVB) presente na luz solar¹.
No entanto, diversos fatores podem reduzir essa produção natural, entre eles:
- permanência prolongada em ambientes fechados²;
- trabalho predominantemente em escritórios²;
- rotina com pouca atividade ao ar livre²;
- envelhecimento, que reduz a capacidade de síntese da vitamina D¹;
- características individuais relacionadas à pele e ao organismo¹.
De acordo com o consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a deficiência de vitamina D pode ocorrer mesmo em países com elevada incidência solar, como o nosso, devido à combinação de fatores comportamentais e biológicos².
Quais alimentos contêm a vitamina D e podem ajudar na absorção?
Embora a alimentação não seja considerada a principal fonte direta de vitamina D, alguns alimentos podem contribuir para a ingestão desse nutriente¹.
Entre as fontes alimentares mais conhecidas estão:
- peixes gordurosos, como salmão e sardinha¹;
- gema de ovo¹;
- fígado¹;
- alimentos enriquecidos com vitamina D¹.
Uma alimentação equilibrada pode complementar a obtenção do nutriente e fazer parte de uma estratégia mais ampla para manutenção da saúde¹.
A manutenção de níveis adequados de vitamina D envolve a combinação de diferentes hábitos relacionados ao estilo de vida¹,².
Entre as estratégias frequentemente recomendadas por especialistas estão:
- buscar oportunidades seguras de exposição solar ao longo da semana¹;
- realizar atividades físicas ao ar livre quando possível²;
- manter uma alimentação variada e equilibrada¹;
- adotar hábitos que favoreçam a saúde geral do organismo².
Essas medidas podem contribuir para a manutenção dos níveis de vitamina D, respeitando as características e necessidades individuais de cada pessoa sempre que possível².
Quem merece atenção especial?
Segundo o consenso brasileiro sobre vitamina D, alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver níveis insuficientes do nutriente².
Entre eles estão:
- idosos²;
- gestantes²;
- pessoas com baixa exposição solar²;
- indivíduos com determinadas condições de saúde que interferem na absorção ou metabolismo da vitamina D².
Nesses casos, a avaliação profissional pode ser importante para determinar a necessidade de monitoramento ou outras condutas individualizadas, como a suplementação deste nutriente².
Vitamina D envolve mais do que tomar sol
Embora a exposição solar continue sendo uma importante fonte de vitamina D, a manutenção desse nutriente depende de um conjunto de fatores relacionados ao estilo de vida¹,².
Alimentação equilibrada, atividades ao ar livre e acompanhamento adequado quando necessário fazem parte das estratégias que podem contribuir para a saúde ao longo da vida. Por isso, mesmo em períodos de menor exposição ao sol, é possível adotar hábitos que favoreçam a presença da vitamina D na rotina diária¹,².
Referências
- Ruscalleda RM. Vitamina D: aspectos fisiológicos, nutricionais, imunológicos, genéticos e métodos de determinação. Revista de Medicina da Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547. Acesso em 2026.
- Maeda SS, Borba VZC, Camargo MBR, et al. Consensus – Reference ranges of vitamin D [25(OH)D] from the Brazilian Medical Societies SBPC/ML and SBEM. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. Disponível em: https://jbpml.org.br/consensus-reference-ranges-of-vitamin-d-25ohd-from-the-brazilian-medical-societies-brazilian-society-of-clinical-pathology-laboratory-medicine-sbpc-ml-and-brazilian-society-of-endocri-2/. Acesso em 2026.