A queda de cabelo durante a gestação ou no pós-parto pode causar preocupação em muitas mulheres. Embora nem sempre seja motivo de alarme, entender por que isso acontece e o que pode ser feito é essencial para manter o bem-estar físico e emocional durante esse período tão importante.
É comum ter queda de cabelo na gravidez?
Sim. A queda de cabelo na gravidez e, principalmente, no pós-parto é uma ocorrência comum, conhecida como eflúvio telógeno²,³. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esse fenômeno está relacionado às mudanças hormonais que ocorrem ao longo da gestação e após o parto, especialmente à redução abrupta nos níveis de estrogênio, que influencia diretamente o ciclo capilar².
Por que o cabelo cai nesse período?
Durante a gravidez, os altos níveis de estrogênio prolongam a fase de crescimento dos fios, o que costuma deixar o cabelo mais cheio e brilhante. No entanto, após o parto, há uma queda significativa desses hormônios. Como consequência, muitos fios entram juntos na fase de queda (telógena), o que causa uma perda capilar mais acentuada do que o habitual.
Essa condição é temporária e tende a se normalizar entre seis meses e um ano após o parto. Contudo, fatores como estresse, alterações nutricionais e distúrbios da tireoide também podem contribuir para a intensificação desse quadro.
Como lidar com a queda de cabelo na gestação e pós-parto?
A boa notícia é que, na maioria dos casos, a queda de cabelo não exige tratamento medicamentoso (remédios) e se resolve naturalmente.
No entanto, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o impacto e promover a recuperação dos fios:
- 1. Aposte em uma alimentação equilibrada
Alimentos ricos em proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B são aliados da saúde capilar. Manter uma nutrição adequada, de acordo com a orientação médica, é uma das melhores formas de cuidar dos cabelos de dentro para fora¹.
- 2. Evite agressões externas aos fios que já estão vulneráveis
Durante esse período, é importante adotar cuidados gentis com o cabelo: evitar penteados muito apertados, reduzir o uso de fontes de calor (como chapinha e secador) e optar por produtos suaves e adequados ao tipo de fio.
- 3. Busque apoio profissional
Se a queda persistir por mais de 12 meses ou vier acompanhada de outros sintomas — como falhas localizadas no couro cabeludo, coceira intensa ou alterações na textura dos fios —, o ideal é procurar um dermatologista, pois a causa pode ser complexa.

Suplementação pode ser indicada?
Embora a queda de cabelo no pós‑parto esteja relacionada principalmente às alterações hormonais, o aumento das necessidades nutricionais durante a gestação e a amamentação pode, em algumas mulheres, resultar em deficiências específicas caso a ingestão não seja suficiente. Essas carências nutricionais podem atuar como fatores agravantes da queda capilar, devendo ser investigadas individualmente.
Um suplemento adequado, neste caso, é formulado com nutrientes para apoiar a saúde da mãe e o desenvolvimento adequado do bebê: ácido fólico, DHA (ômega-3), iodo e demais vitaminas importantes. Mas, é indicado como complemento à alimentação, principalmente em fases de maior exigência nutricional.
Vale lembrar que o uso de qualquer suplemento alimentar deve ser feito sob orientação médica, com base nas necessidades individuais e em exames laboratoriais.
O cuidado com a reposição adequada de nutrientes pode não apenas contribuir para o bem-estar materno, como também auxiliar na recuperação capilar em situações de carência nutricional.
—Referências
1 HOSPITAL E MATERNIDADE SANTA JOANA. Queda de cabelo no pós-parto. Por que acontece?. Disponível em: https://santajoana.com.br/blog/queda-de-cabelo-no-pos-parto-por-que-acontece/. Acesso em: 9 ago. 2025.
2 SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Eflúvio telógeno. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/efluvio-telogeno/. Acesso em: 9 ago. 2025.
3 SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA – REGIONAL RIO DE JANEIRO. Seu cabelo está caindo mais? Entenda o eflúvio telógeno. Disponível em: https://sbdrj.org.br/seu-cabelo-esta-caindo-mais-entenda-o-efluvio-telogeno/. Acesso em: 9 ago. 2025.